ATLAS NACIONAL DE COMÉRCIO E SERVIÇOS

 Um dos principais requisitos para a formulação de políticas públicas pelo Governo e a realização de bons negócios pelo setor privado é a  existência de informações oficiais fidedignas que permitam avaliar oportunidades dispersas pelo País. O Atlas Nacional de Comércio e Serviços  é uma publicação da Secretaria de Comércio e Serviços do MDIC, em parceria com o IBGE, IPEA, Sebrae, entidades representativas do setor  privado e com o apoio da ABDI.

 O Atlas é uma iniciativa prevista no Plano Brasil Maior (PBM 2011-2014) e alinhada ao Plano Plurianual (PPA 2012-2015) para a criação de um  referencial público de informações econômicas sobre o setor terciário no País, a fim de orientar as políticas públicas e os investimentos  privados.
 Pretende-se expor a estrutura e a diferenciação interna da atividade econômica realizada no território brasileiro, indicando seus padrões de  comportamento espacial. É importante entender de maneira aprofundada a concentração de determinados segmentos e a especialização de certas regiões, por meio da cartografia e da distribuição no espaço. 

A localização das ocupações e da geração de riqueza permitirá ainda a visualização da divisão territorial dos setores de comércio, serviços e serviços logísticos apresentada na economia brasileira. Os novos padrões demográfico e socioeconômico são igualmente importantes para entender os desafios do setor terciário, bem como as oportunidades.

Com o intuito de incluir e disseminar informações espaciais por meio da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE), foram incluídas algumas camadas de mapas utilizados no Atlas. As informações podem ser acessadas em http://www.visualizador.inde.gov.br/, na parte temática, em Atlas Nacional de Comércio e Serviços.

Dia da Consciência Negra: dois em cada três desempregados no Brasil são pretos ou pardos

A cada três brasileiros sem emprego, dois são negros, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. O que essa desigualdade diz sobre o País?

O passado escravagista criou chagas profundas no tecido social brasileiro. Nação majoritariamente negra (segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, pretos e pardos somam 54,9% da população), o Brasil se mostra incapaz de equalizar as distorções que resultam de um abismo racial criado no início da colonização e perpetuado após 129 anos do fim do regime escravocrata. 
No Brasil atual, conseguir um emprego ainda é bem mais difícil para quem não é branco. Divulgada na sexta-feira 17, quase às vésperas da celebração do Dia da Consciência Negra (20 de novembro), a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) revelou que dois em cada três desempregados no Brasil são pretos ou pardos, conforme a classificação usada pelo próprio IBGE. Outros dados da pesquisa reforçam a ideia de que faltam oportunidades de trabalho para os negros no Brasil: eles são 66% dos empregados domésticos e 67% dos vendedores ambulantes.
“O acesso da população afro-descendente ao mercado de trabalho ocorre em atividades que exigem menor formação e qualificação profissional”, diz Cimar Azeredo, Coordenador de Trabalho e Renda do IBGE. “Uma vez no mercado de trabalho, raramente os estudos tendem a ser continuados”, afirma. 
Resultado direto dessa condição é a desigualdade de renda: a remuneração média de pretos e pardos é de apenas 55,5% da obtida pelos brancos: R$ 1.531 mensais contra R$ 2.757. 
A disparidade se mantém no que o IBGE chama de “taxa de subutilização da força de trabalho”, que inclui os desempregados, os subocupados e os que não procuraram emprego. Neste grupo, que corresponde a um total de 26,8 milhões de pessoas, a taxa correspondente aos pretos e pardos é de 28,3% (17,6 milhões de brasileiros). Entre os brancos, a taxa é de apenas 18,5%.
Círculo vicioso
O Pnad é uma ferramenta importante não apenas por confirmar dados da desigualdade brasileira como para sensibilizar a população quanto à perpetuação de um círculo vicioso em que a baixa escolaridade e o preconceito racial se somam de forma trágica para a população negra no Brasil, transmitindo por sucessivas gerações o legado de um passado colonial marcado pela exploração da mão-de-obra escrava. Superar essa realidade exige não só uma combinação de políticas públicas que impactem positivamente na condição social e econômica da população negra. Exige, acima de tudo, reconhecer que não se construirá um país mais justo e pacífico enquanto essa desigualdade for mantida.
O que diz o PNAD (Fonte: IBGE)
54,9% – da população brasileira com 14 anos ou mais é formada por negros
Dos 13 milhões de brasileiros sem emprego, 63,7% são negros
66% – dos trabalhadores domésticos são pretos ou pardos
9,9% – é a taxa de desemprego entre brancos
REVISTA ISTOÉ

ZONA DA MATA DE PERNAMBUCO

 Foto: Antiga Usina Serro Azul, Palmares-PE, Maviael Fonseca, 2010.
  Foto: Maviael Fonsêca, 2009.
     











A Zona da Mata de Pernambuco foi um dos primeiros espaços brasileiros a ser explorado economicamente, desde a primeira metade do século XVI, com a extração do pau-brasil e, posteriormente, com o cultivo da cana-de-açúcar, quando surgiram os primeiros engenhos, marca registrada da região até os dias de hoje.

A Mata Sul Pernambucana é um território, na divisão do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que tem em sua história uma economia com raízes culturais ligadas à agroindústria canavieira. Privilegiado pelo rico patrimônio histórico e imaterial e pelas belezas naturais de suas praias, estuários e cachoeiras, o território é também marcado por histórias de resistência e lutas pela sobrevivência, uma vez que é onde se concentra a força de trabalho dos menos privilegiados.

Nas ultimas décadas, com o declínio da cultura da cana-de-açúcar por fatores diversos, a Mata Sul de Pernambuco vem sofrendo dificuldades; porém, a diversificação econômica, a organização social e a reforma agrária são processos importantes para a reconstrução do território.

A Árvore do Conhecimento do Território da Mata Sul Pernambucana traz informações sobre a região, abrangendo desde as suas características; atividades econômicas; políticas públicas; programas e projeto; instituições atuantes; até a organização social; além do acesso a recursos de informação na íntegra. As informações podem ser obtidas pela navegação numa estrutura ramificada em forma de árvore hiperbólica, por hipertexto ou pelo serviço de busca.

FACTOIDES DA MÍDIA GOVERNISTA PARA TENTAR 'DESESTABILIZAR' CANDIDATURA DE FÁTIMA BEZERRA

A pré-candidatura de Fátima Bezerra ao governo do RN é um fato natural, mais do que isso, é ESSENCIAL. O posicionamento no debate político para confrontação das 'soluções governamentais' que penalizam apenas os pobres e perseguem os servidores é uma MISSÃO que a senadora não pode abandonar.

Já que Zenaide se tornou uma 'nova progressista' e 'caiu na graça' que se apresente no debate político confrontando Zé Agripino e Garibaldi. Que diga a que veio. Com todas as letras, pois, por enquanto, parece mais com o que já temos de sobra: demagogos.

A 'notícia' aí diz que Zenaide poderia ser eleita com um discurso mimimi (para agradar gregos e troianos) e, após eleita, implantar a agenda conservadora (penalizando os mais pobres e os trabalhadores). Tal 'coisa' tem nome: traição.

Silenciar diante de tal posição, num blog que defende o governo Robinson com unhas e dentes, é compactuar com o que foi 'noticiado'.

Leia:

O clima de ‘caiu na graça’ que vem entrando a deputada federal Zenaide Maia (ainda no PR), poderá mudar o rumo da parlamentar nas eleições do próximo ano.

Em vez de disputar o Senado, como previsto, Zenaide começa a ter o nome discutido em algumas reuniões, como possível postulante ao Governo.

Comento: que reuniões? quem participou? Silenciar é compactuar com uma suposta deslealdade.

Porém, essa possibilidade teria que ter o aval da senadora Fátima Bezerra (PT), com quem Zenaide está afinada.

Comento: que demonstre a afinidade e desminta, cabalmente, a 'notícia'...

Fátima hoje é vista como pré-candidata ao Governo, numa chapa com Zenaide para o Senado.

E o que faz o nome de Zenaide ser discutido como possível para o Governo?

Como possível governadora eleita, Fátima, para tirar o Estado do clima de dificuldades sem solução, teria que tomar decisões traumáticas para sua carreira política pautada pelas boas relações com o sindicalismo e os servidores públicos.

Comento: o que não tem solução é essa lenga-lenga manjada de que não existe outra saída para a crise que não passe por perseguir trabalhadores e cobrar a conta dos mais vulneráveis.

Poderia em 4 anos de governo, queimar seu filme de graça, sendo obrigada a entrar em rota de colisão exatamento com sindicatos e servidores.

Comento: o trecho acima pode ser colocado na lápide de quase todos os políticos do RN: Aqui jaz um político que só pensou em não queimar o filme durante toda a carreira!

O custo-benefício que move a maioria dos políticos com quem a jornalista conversa é exatamente esse: evitar se expor; evitar 'queimar o filme'; fazer da política uma profissão...

Como governadora eleita, ela teria 4 anos para administrar um inferno, como é o executivo hoje no Brasil.

Sem disputar o Governo, terá os mesmos 4 anos de mandato, só que, no Céu do Senado.

Comento: quanto egoísmo não é? Acredito que a senadora e mais alguns poucos políticos do RN não colocarão apenas suas conveniências pessoais, mas tentarão enfrentar a horda de 'capetas' que transformou nosso RN num inferno...

Observe que o administrador do 'inferno' não quer largar o 'tacho' de jeito nenhum. Quer continuar mais 4 anos. Porquê?

O mandato de senadora de Fátima só termina em 2022.

Nesse cenário, políticos discutem a possibilidade de Fátima, em vez de ir para a disputa, apoiar Zenaide.

Sem passado político, já que está no primeiro mandato, a parlamentar entraria como a governadora de Fátima, mas com trânsito livre no grupo de empresários que busca exatamente isso: a novidade.

BLOG THAISA
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Comento: o tal 'grupo de empresários' que quer uma 'novidade' que lance uma candidatura para dizer exatamente o que pretende fazer no RN. 

A agenda conservadora cai bem no discurso de Cláudio Santos. Apoiem o desembargador.

Vender Zenaide como 'novidade', como candidata de Fátima apenas para obter votos, e após a eleição implantar a agenda conservadora é estelionato eleitoral.

É isso que estão confabulando nas tais 'reuniões'?

Silenciar é compactuar!
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A nova imagem do setor de serviços

A participação do setor de serviços tanto no produto interno bruto (PIB) quanto no emprego tem sido crescente nas economias desenvolvidas e naquelas em desenvolvimento. No Brasil, a participação desse setor no produto e na ocupação é de cerca de 70%.

Uma ampla literatura foi gerada nas últimas décadas com o intuito de analisar essa transformação estrutural da economia. O objetivo deste artigo é mapear a literatura existente sobre o setor, com ênfase na questão da produtividade e suas implicações para a dinâmica de crescimento econômico.

Há diversas definições de serviços, mas, de modo geral, os autores destacam as características compartilhadas pelas atividades que formam o setor e que permitem diferenciá-lo da agropecuária e da indústria, que são: o uso intensivo da mão de obra, a simultaneidade de produção e consumo, os produtos serem intangíveis, pouco padronizáveis e não estocáveis.

Dentre as definições existentes, destaca-se a proposta por Gadrey, Gallouj e Weinstein (1995), segundo a qual serviços podem ser entendidos como a solução de um problema para o cliente que não envolve a oferta de um bem, mas sim a disponibilidade de um conjunto de capacidades e competências – humanas, técnicas e organizacionais. 

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Resultado de imagem para SETOR SERVIÇOS

TCE, FUNFIR, DUODÉCIMO...

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O posicionamento do Tribunal de Contas do Estado a respeito do uso de recursos do FUNFIR por parte do Executivo Estadual encontra-se manifestado em decisões cautelares nos autos do processo nº 5496/2015-TC. 

A repercussão de eventuais decisões judiciais acerca do assunto, ou mesmo casos de legítima provocação no âmbito do TCE/RN, serão analisados dentro do curso normal do processo, sujeitos a medidas previstas na Lei Orgânica que rege a Corte de Contas.

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Ou seja, caso seja necessário, o TCE-RN da um salto mortal triplo carpado num abismo fiscal e encontra um caminho para o FUNFIR, afinal... O duodécimo é fundamental!

REGIONALIZAÇÃO E HISTÓRIA: UMA CONTRIBUIÇÃO INTRODUTÓRIA AO DEBATE TEÓRICO-METODOLÓGICO

RESUMO 

O texto é resultado do aprofundamento de pesquisas que já há alguns anos vêm sendo realizadas no Núcleo de Pesquisa em História Econômica e Demográfica do CEDEPLAR/UFMG, dedicadas especificamente à questão espacial em Minas Gerais nos séculos XVIII e XIX. 

Para além das segmentações do espaço no período, já apresentadas e discutidas em trabalhos anteriores, o objetivo do trabalho é avançar na reflexão do próprio conceito de região, e mais especificamente de regionalização, pensando sua aplicabilidade e capacidade explicativa segundo uma perspectiva eminentemente histórica. 

Para tanto, são mobilizados estudos de campos diversos do conhecimento, particularmente da economia, da geografia, e da regional science em geral, postos a dialogar com a questão histórica e a historiografia pertinente. 

De um ponto de vista metodológico, apresenta-se bases para a produção de segmentações do espaço tendo por norte seu aspecto estrutural e funcional; não obstante, pensando em detalhe a questão histórica, busca-se articular essa funcionalidade analítica à necessidade de se tratar o espaço de forma não-anacrônica, buscando compreender tanto sua dinâmica própria a partir de fontes coevas, quanto o específico da transformação nas concepções do espaço no período analisado.

AQUI 

2015: O ANO EM QUE O PIB CAIU EM TODOS OS ESTADOS

Todos os Estados brasileiros registraram queda no Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 ante 2014, segundo os dados das Contas Regionais, divulgados nesta quinta-feira, 16, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
Foi a primeira vez que todos os Estados registraram queda no PIB num mesmo ano desde o início da série histórica das Contas Regionais, iniciada em 2002.
O PIB de São Paulo, que respondeu por 32,4% do total do País, recuou 4,1%, acima da média nacional, que ficou em 3,5%, conforme dado definitivo divulgado semana passada pelo IBGE. Em 2014, São Paulo respondeu por fatia um pouco maior (32,4%) do PIB total, mas, desde o início da série histórica, a perda é de 2,5 ponto porcentual. Em 2002, São Paulo respondia por 34,9% do PIB brasileiro.
Outros Estados com grande peso no PIB também foram destaque de queda. O PIB de Minas Gerais recuou 4,3% em 2015 ante 2014. O PIB do Rio de Janeiro encolheu menos do que a média nacional, com recuo de 2,8%. Juntos, São Paulo, Minas, Rio, Rio Grande do Sul e Paraná responderam por 64,7% do PIB nacional.
O pior desempenho regional ficou com o Amapá, que viu seu PIB tombar 5,5% em 2015. O melhor desempenho ficou com o Mato Grosso do Sul, cujo PIB encolheu apenas 0,3%. Logo em seguida veio Roraima, com perda também de 0,3%.
O PIB do Brasil em 2015 foi de R$ 5,996 trilhões, como informado na semana passada. São Paulo somou R$ 1,940 trilhão, seguido por Rio de Janeiro (R$ 659 bilhões), Minas Gerais (R$ 519 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 382 bilhões).
Os três Estados com menor atividade econômica foram Roraima (R$ 10,354 bilhões), Acre (R$ 13,622 bilhões) e Amapá (R$ 13,861 bilhões).
PORTAL NO AR
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Em 2015, o PIB nacional variou -3,5% em volume, com quedas em todas as unidades federativas, algo inédito na série iniciada em 2002. 

O Mato Grosso do Sul, por sua vez, foi a unidade da federação que teve a menor redução, com -0,3%. Boa parte deste resultado da economia sul-mato-grossense deve-se ao desempenho positivo da Agropecuária (10,1%). Roraima (-0,3%), Tocantins (-0,4%), Pará (-0,9%) e Distrito Federal (-1,0%) também tiveram desempenhos melhores que o nacional (-3,5%). 

Por outro lado, Amapá (-5,5%), Amazonas (-5,4%), Rio Grande do Sul (-4,6%), Minas Gerais (-4,3%) e Goiás (-4,3%) tiveram as quedas mais acentuadas, com contribuição importante das atividades dos setores de Indústria e Serviços.      

www.ibge.gov.br          

MARANHÃO: OS FANTASMAS SE DIVERTEM...

O texto a seguir é sobre a situação da saúde pública no Maranhão, mas o 'enredo' não é tão diferente de outros lugares:
- fantasmas na folha de pagamento;
- pagamentos a empresas de fachadas;
- esquemas de desvios de verbas; etc. etc. etc.
Leia:
A Operação Pegadores, quinta fase da Operação Sermão aos Peixes, deflagrada nesta quinta-feira, 16, encontrou 400 funcionários fantasmas na folha salarial da rede pública da saúde no Maranhão. A investigação aponta que os fantasmas são apadrinhados de políticos. Eles foram incluídos na folha de pagamentos de hospitais estaduais, sem que prestassem qualquer tipo de serviço.
A Pegadores mira desvios de recursos públicos federais por meio de fraudes na contratação e pagamento de pessoal, em Contratos de Gestão e Termos de Parceria firmados pelo Governo do Estado na área da saúde. A fraude teria provocado rombo de R$ 18,3 milhões aos cofres públicos.
O esquema de fraudes e desvio de verbas públicas na contratação e pagamento de pessoal era formado por três núcleos, segundo a investigação: pessoas que possuíam um salário formal, pelo qual recebiam pela função contratada, contudo recebiam um salário extra, pago por fora do contracheque, em desvio direto de verbas públicas na denominada “folha complementar”; pessoas que eram indicadas para serem contratadas e recebiam sem realizar qualquer trabalho (funcionários fantasmas) e também desvio de verbas por meio do pagamento a empresas de fachada – supostamente especializadas na gestão de serviços médicos.
A Pegadores foi deflagrada pela Polícia Federal com o apoio do Ministério Público Federal, do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil.
Durante as investigações conduzidas na Sermão aos Peixes, em 2015, foram coletados diversos indícios de que servidores públicos, que exerciam funções de comando na Secretaria de Estado da Saúde naquele ano montaram um esquema de desvio de verbas e fraudes na contratação e pagamento de pessoal.
As investigações indicaram a existência de cerca de 400 pessoas que teriam sido incluídas indevidamente nas folhas de pagamentos dos hospitais estaduais, sem que prestassem qualquer tipo de serviços às unidades hospitalares. 
Os beneficiários do esquema seriam familiares e pessoas próximas a gestores públicos e de diretores das organizações sociais.
Foi detectado também que uma empresa registrada como sendo uma sorveteria passou por um processo de transformação jurídica e se tornou, da noite para o dia, em uma empresa especializada na gestão de serviços médicos, recebendo recursos.
O montante dos recursos públicos federais desviados por meio de tais fraudes supera a quantia de R$ 18 milhões. Contudo o dano aos cofres públicos pode ser ainda maior, pois os desvios continuaram a ser praticados mesmo após a deflagração de diversas outras fases da Sermão aos Peixes. A primeira fase da operação foi deflagrada em 16 de novembro de 2015.

RN: EXPORTAÇÃO DE COMMODITIES EM 2017

O saldo da balança comercial do Rio Grande do Norte nos dez primeiros meses de 2017 chegou a US$ 86,7 milhões, aponta a edição 28 do Boletim dos Pequenos Negócios, divulgada na última terça-feira, 14, pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Rio Grande do Norte.

De acordo com o órgão, o valor é 63,6% maior que o registrado nos dez primeiros meses do ano passado. Isso é resultado do crescimento das exportações e queda de 1,7% nas importações. Esse é também o maior superávit dos últimos cinco anos para o saldo acumulado até outubro. Isso porque as exportações continuam em ascensão. No período, cresceram 15% em relação a 2016, atingindo um volume de US$ 239,3 milhões. 

As importações, no entanto, registraram queda de 1,7% entre os meses de janeiro e outubro deste ano. O volume negociado foi de US$ 152,6 milhões, o menor montante para esse período desde 2013.

Os melões continuam no topo da pauta de exportação potiguar. Em dez meses, o volume exportado já chega a US$ 77,5 milhões pelo envio de 117,6 mil toneladas da fruta. Já o sal é o segundo item mais exportado pelo Rio Grande do Norte. No acumulado, foram exportadas 861,6 mil toneladas do mineral, o que corresponde a US$ 18,1 milhões negociados. As castanhas de caju aparecem em seguida com o volume de US$ 17 milhões referentes ao embarque de 1,8 mil toneladas das amêndoas. O estado também já enviou ao mercado internacional este ano 34,9 mil toneladas de melancias, que renderam US$ 14,2 milhões.

Em contrapartida o estado importou 220,7 mil toneladas de trigo e misturas com centeio, o equivalente a US$ 39,5 milhões. Já a importação de painéis e células solares chegaram a um volume de pouco mais de US$ 16 milhões, valor muito próximo do que já havia sido importado até setembro. E a tendência é que a importação desses equipamentos venha a cair cada vez mais nos próximos anos devido à futura instalação de uma filial da Chint Eletrics no estado. A indústria chinesa é uma das gigantes mundiais desse setor e deverá começar a implantação de uma fábrica de painéis solares em Extremoz, em fevereiro de 2018.

O terceiro item mais importado pelo RN foi a castanha de caju in natura. O RN comprou 5,7 mil toneladas desse produto no valor total de US$ 10,2 milhões. O algodão aparece na quarta posição entre os principais produtos da pauta de importação potiguar. Já foram importadas 3,8 mil toneladas, o equivalente a US$ 7,4 milhões.

O material pode ser consultado na íntegra no portal www.rn.sebrae.com.br na seção “Boletim Econômico para MPE’s”.

JORNAL DE FATO