PORTALEGRE: juiz concede prazo para prefeitura tentar explicar o inexplicável

Leiam:

Processo n.º 0100199-82.2013.8.20.0150

Vistos etc.

Defiro em parte o requerimento formulado às fls. 283/285. Por conseguinte, determino a intimação da edilidade reclamada para que a mesma, no prazo de 30 (trinta) dias, junte aos autos relação dos professores especialistas em educação indicando, ainda, quais se encontram na atividade ou inatividade, bem como coteje ao feito tabela referente a remuneração dos profissionais da educação em conformidade com a especialidade e nível dos referidos e respectivos docentes.

Atendida a determinação supra, voltem-me os autos conclusos.

Expedientes necessários.

Portalegre (RN), 27 de outubro de 2014

Cornélio Alves de Azevedo Neto

Juiz de Direito

--------------------------------------------------------
Sem comentários...

PAU DOS FERROS: demissões já começaram?

Informações extra-oficiais indicam que alguns servidores já teriam recebido a informação de que não fazem mais parte da equipe de trabalho do prefeito Fabrício Torquato.

Alguns nomes foram repassados ao nosso blog, dentre eles, constaria o nome da secretária de obras.

O resultado da campanha de 2014 começou a refletir na administração municipal e a acomodação de "novas forças" (na verdade, bem antiga) vai ser um desafio.

Nunca é demais lembrar que alguns analistas indicaram a "união" de forças antagônicas (acordão) como elemento importante  para a elevada rejeição ao nome de Henrique Alves.

Como o eleitorado pauferrense receberá a "união de adversários" no cenário municipal?

E ainda tem o nó da filiação partidária atual, mas este é assunto para outra postagem.

Aguardem-se...

Brasil: capitalismo, desenvolvimento e políticas sociais

Carlos Octávio Ocké-Reis
Para viabilizar um projeto de capitalismo de Estado, que promova crescimento com desconcentração de renda, riqueza e poder, é necessário se debruçar sobre questões relacionadas à soberania (fronteira, energia e alimentos), ao desenvolvimento, à inovação tecnológica, ao modelo de proteção social e à sustentabilidade ambiental.
Do ponto de vista macroeconômico, para fundamentar esse tipo de projeto, a industrialização, o pleno emprego e a universalização das políticas sociais são elementos centrais, pressupondo, a um só tempo, a desfinanceirização do padrão de financiamento público (dívida interna) e a ampliação dos investimentos públicos e privados (formação bruta de capital fixo).
Tendo como pano de fundo o bem-estar das classes trabalhadoras e dos assalariados é indispensável garantir o alargamento do mercado interno com estabilidade da moeda, bem como definir as janelas de oportunidade que fortaleçam a economia brasileira no contexto da globalização.
Na atual conjuntura histórica, em plena crise do capitalismo internacional e da contraofensiva neoliberal, uma opção seria discutir o ‘modelo sueco’ de pleno emprego (Ocké-Reis, 2011), que já foi considerado um paradigma para os críticos da experiência soviética (estalinista) e estadunidense (liberal). Não importa se hoje a Suécia não faz parte do G20, se o partido social-democrata saiu do poder, ou ainda, se sua política econômica não é mais uma referência teórica e prática: essa experiência foi tão marcante entre 1950 e 1975, que tal investigação ajudaria a examinar os desafios do Brasil no início do século XXI.
Esse modelo articulava pleno emprego com estabilidade da moeda e crescimento com equidade social, combinando política fiscal (ora cíclica, ora anticíclica) com regulação dos lucros extraordinários e com política de renda ‘compensatória’. Valeu-se, favoravelmente, das regras do regime monetário internacional seladas no acordo de Bretton Wood em 1944, que possibilitou o controle do fluxo de capital entre os países, permitindo que a política monetária sueca (controle da inflação) fosse ao encontro das metas de pleno emprego.
Outra opção seria olhar para o debate e a experiência da esquerda latino-americana reformista e revolucionária (Fiori, 1996), enquadrando as políticas sociais dentro de um projeto de desenvolvimento que redefina não só as relações de cidadania, mas que mude também as relações entre o Estado e o mercado.
De um lado, na década de 30, Lázaro Cárdenas – que retomou o plano Ayala de 1911 proposto por Emiliano Zapata – fez a reforma agrária, estatizou as empresas estrangeiras de petróleo, criou os primeiros bancos estatais de desenvolvimento industrial e de comércio exterior, investiu em infraestrutura, promoveu a industrialização e defendeu uma política externa anti-imperialista. Essa plataforma serviu de base em seguida para vários governos nacional-desenvolvimentistas, os quais, se não foram comunistas, socialistas ou socialdemocratas, foram expressão de boa parte da esquerdista reformista latino-americana até 1980.
De outro lado, em 1970, a Unidade Popular chilena, sob a hegemonia dos socialistas e comunistas, propôs uma transição democrática ao socialismo, radicalizando a experiência de Cárdenas em linha com a proposta de capitalismo de Estado dos comunistas franceses – que, por sua vez, tinham como fonte de inspiração a Nova Política Econômica (NEP), liderada por Lênin e implantada pelo partido bolchevique na Rússia, a partir de 1921 (Bertelli, 1987). Allende promoveu a reforma agrária e a nacionalização das empresas estrangeiras de cobre, mas, sobretudo, defendeu a criação de um ‘núcleo industrial estratégico’, de propriedade estatal, supondo o desenvolvimento da economia socialista. Com sua derrubada pelo golpe militar, o debate acerca do capitalismo de Estado, como forma de transição democrática ao socialismo, acabou ficando inconcluso na América Latina.
Adaptado à realidade brasileira contemporânea, seja o modelo keynesiano (sueco), seja o modelo de capitalismo de Estado (chileno), dados os níveis de pobreza, desigualdade e violência social, ao lado da ‘âncora salarial’ aplicada pelos governos petistas (emprego formal, renda e crédito), o papel das políticas sociais como força motriz do desenvolvimento nacional não pode ser menosprezado, uma vez que sua universalização poderia ajudar a:
(i) construir uma ética pública e solidária na sociedade;
(ii) desprivatizar o Estado, democratizando o acesso ao fundo público;
(iii) diminuir, objetivamente, os níveis de pobreza, desigualdade e violência social;
(iv) produzir renda, produto, emprego e inovação tecnológica (cadeia produtiva keynesiana);
(v) aumentar a produtividade da força de trabalho e reduzir o índice de inflação do setor terciário (e por sua vez ampliar os gastos sociais).
Para certo autor, a construção desse tipo de esfera pública, sinônimo de democracia e de uma “economia de mercado socialmente regulada” (termo cunhado pela social-democracia alemã de antes da ascensão do nazismo), poderia constituir uma esfera do antivalor, segundo ele, as portas do socialismo (Oliveira, 1988).
BERTELLI, A. R. (Org.). A Nova Política Econômica (NEP): capitalismo de Estado, transição e socialismo. São Paulo: Global, 1987.
FIORI, J. L. Um olhar para a esquerda. Margem Esquerda – ensaios marxistas, n. 7, p.87-112, 2006.
OCKÉ-REIS, C. O. A macroeconomia sueca do pleno emprego foi derrotada? Rio de Janeiro: projeto de pesquisa submetido ao curso de pós-graduação em Economia Política Internacional (estágio pós-doutoral), do Instituto de Economia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2011. (Mimeo.)
OLIVEIRA, F. de. O surgimento do antivalor: capital, força de trabalho e fundo público. Novos Estudos CEBRAP, v. 22, p. 8-28, outubro de 1988. (Dossiê Welfare State.)
* - Economista, doutor em saúde coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) com pós-doutorado pela Yale School of Management (New Haven, EUA). Técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e consultor externo do Isags (Unasul).
Plataforma Social

A administração financeira nas microempresas

Por Juliana da Silva Soares
img

A administração financeira nas microempresas

Já ficou para trás o tempo em que ser “empresário” significava homens de terno e maletas movimentando grandes quantidades de moedas estrangeira em transações multimilionárias. Hoje em dia, praticamente qualquer pessoa pode ser um “empresário”, ainda que seja um “microempresário”. É evidente que o número de pessoas que ingressa no ramo empresarial abrindo pequenos negócios é cada vez maior. No site investimentos.org você pode encontrar algumas dicas para começar a investir.
O próprio conceito de microempresa e microempreendedor, inimaginável há alguns anos, é por si só uma grande conquista, permitindo que indivíduos com menor capital inicial possam abrir o seu próprio negócio e garantir o seu sustento. Para isso, existem políticas fiscais mais brandas e conjuntos de procedimentos que buscam dinamizar e agilizar o processo de estabelecimento do microempresário.
A grande questão, objeto deste artigo, reside na administração financeira da microempresa.

O que é a administração financeira?

Trata-se de um ramo da Administração que, basicamente, implica em um conjunto de métodos, técnicas e teorias para administrar o dinheiro que entra e sai de uma empresa, através de variáveis como:
  • Planejamento antecipado de possíveis lucros e despesas
  • Análise e monitoramento de crédito concedido a clientes
  • Avaliação de investimentos
  • Captação de fundos para financiamento das operações da microempresa
O objetivo de toda a empresa é ter lucro, e a administração financeira é fundamental para que esse objetivo seja alcançado. O grande problema é que, ao contrário das empresas de grande porte, o microempresário geralmente trabalha sozinho, administrativamente falando, de modo que ele é o responsável por todo esse aparato de administração dos recursos do seu negócio.
Nas empresas de grande porte, existem cargos específicos para a realização da administração financeira, como o vice-presidente de finanças ou o diretor financeiro – sem falar nas hipóteses de terceirização do serviço para um escritório de contabilidade.
Essa poderia ser, até mesmo, a solução mais indicada para o microempreendedor que pretende realizar uma administração financeira mais diligente do seu negócio. O problema é que nem sempre o fluxo de caixa da microempresa permite o pagamento dos honorários de um contador, ainda mais nos estágios iniciais de constituição da empresa.

Você pode não ser um administrador financeiro, mas com certeza sabe fazer um orçamento!

Assumimos que nem todo dono de uma microempresa é um administrador ou economista nato. Mas nós também assumimos que, muito provavelmente, ele é capaz de fazer um orçamento.
Se o microempresário, individualmente, não consegue realizar uma administração financeira diligente, tampouco consegue terceirizar tal serviço, um planejamento financeiro, na forma de um orçamento, ainda que simples, já pode trazer um impacto positivo ao caixa da sua microempresa, porque fornece, antecipadamente, uma previsão das despesas e lucros para um determinado período do ano.

Especializar ainda é a melhor opção

Apesar da possibilidade de o microempresário ser o responsável pela administração financeira da sua microempresa, compartilhamos da opinião de que delegar essa tarefa a um profissional especializado é a melhor atitude a ser tomada.
Isso porque a administração financeira, evidentemente, não se resume apenas a planejamento de lucros e despesas. Para a própria caracterização como microempresa e usufruto dos benefícios concedidos a esse tipo de empresa é necessário o preenchimento constante de requisitos de ordem fiscal e tributária que somente poderão ser corretamente apontados e indicados por um profissional especializado.
Assim, a contratação de um contador para a realização desse serviço, pelos benefícios que serão tragos a longo prazo, deve ser encarada não como um gasto, mas um verdadeiro investimento para manter o seu negócio com saúde financeira.
Fonte da imagem: Intelecta Cursos
****
Juliana da Silva Soares é Escritora Freelancer.

Academia Econômica

ELEIÇÕES 2014: os derrotados e o futuro da política em Pau dos Ferros

Apenas impressões pessoais:

Os principais derrotados desta eleição no RN:
- Wilma de Faria: segunda derrota e talvez sem outra chance de entrar numa outra disputa para o senado;

- Henrique Alves: terceira (ou quarta) derrota para o executivo e, com o agravante momentâneo, de ficar sem mandato a partir da próxima legislatura. Atenuante: é o nome forte do PMDB  e o partido poderá alçá-lo a condição de Ministro de Dilma (basta Garibaldi retornar ao senado);

- José Agripino: fragilizou bastante sua condição de líder partidário no episódio com a candidatura de Rosalba. Ocorrerá uma revoada de aliados para outros partidos e o DEM estará em frangalhos para enfrentar as urnas em 2016.

- O "clã Rosado": derrotas de Sandra e Larissa e Fafá e Leonardo. Tornaram-se sem mandatos. O trio Betinho-Rosalba-Carlos conseguiu eleger Betinho Segundo para deputado federal, mas perdeu substância e densidade eleitoral.

----------------------------------------------------------

Em Pau dos Ferros

O recado das urnas foi seco: repúdio a aliança bicudo-bacurau e as esquisitices protagonizadas por Henrique Alves. O Bacurau-Mor se comportou como um iniciante, descaracterizado e sem discurso. A 'pane' e a falta de rumo na campanha eram nítidas, mas os condutores do processo não perceberam os sinais.

Quem fez a leitura correta sobre o cenário eleitoral? Sem dúvida foi Fabrício Torquato quem percebeu a "nau sem rumo" que era a campanha de Henrique e optou por não afundar junto com o barco pmdbista.

O prefeito saiu mais forte com o resultado eleitoral alcançado, mas faço a seguinte indagação:
- O que ocorrerá se uma nova aliança juntar adversários de outrora?

Ou:
O eleitor de 2014 que reprovou a união de "cobra-d'água com jacaré" aceitará uma nova aliança em tais padrões para 2016?

O bom  estrategista é aquele que aprende continuamente e não toma decisões precipitadas ou movido pelo calor das emoções.

redes sociais: antes das eleições manipulações, mentiras... agora: mais bobagens e besteiras

O ambiente continua muito árido nas redes sociais. Os militantes que baixaram o debate ao limite das entranhas durante o processo eleitoral, agora, externam suas "verdades".

Críticos contundentes das posições absurdas de uns bobalhões que falaram em divisão do país após o primeiro turno estão "convidando" os descontentes a deixarem o país. Belo exemplo de coerência.

Continuam e intensificam um discurso vazio do "nós" contra "eles", disseminam ódio e parecem desejar o aniquilamento dos que pensam de modo diferente.

Para muitos não basta a vitória e a conquista democrática do poder de governar. Querem (ou desejam) humilhar, menosprezar, impingir sofrimento nos que votaram em candidatos derrotados. Não concebem o outro como adversário político (ocasional), mas como um inimigo.

A comemoração, o júbilo e as brincadeiras bem humoradas são bem vindas e fazem parte do jogo democrático, mas o ódio gratuito e a humilhação servem apenas aos espíritos chauvinistas que jamais entenderam o verdadeiro propósito de uma eleição.

Aos vencedores:
Mais alegria pessoal. Menos rancor e ódio.

Aos vencidos:
Respeitem o resultado das urnas. Menos rancor e ódio.

RS: com quase 60% das urnas apuradas

GOVERNADOR

  • JOSÉ IVO SARTORIPMDB - 15
    61,65%
    2.324.018 votos válidos
  • TARSO GENROPT - 13
    38,35%
    1.445.637 votos válidos
x